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UM DIA…

Cemitério Municipal de Curitiba (2013)

Vou morrer. Disse o rapaz que aparentava ter mais ou menos 44 anos. Num dia como todos os outros. Ouvia-se o barulho dos carros e fazia um dia nublado. Um dia de luto. Não haviam mortos para ir ao velório, mas era um dia tipo de luto.

O que eu faço da vida? … vou morrer daqui alguns meses e faz um dia nublado. Como todos os dias são: nublados e cinzas. Eu não vejo cores, para mim as cores são todas iguais, apenas cada cor tem sua tonalidade e participa da mesma gama do círculo cromático. Apenas 1 cor. Eu sempre me achei cinza; um garoto apagado do bairro. Não chamava atenção de ninguém e não falava com ninguém, porque ninguém falava com ele. Pois é, esse sou eu.

Eu visito o Cemitério Municipal quase uma vez por mês e sempre estou perambulando pela cidade na busca de achar um muro para pintar. São nesses momentos que me sinto vivo e me faz viver. Esses e outros momentos da vida.

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CIMPLES NO SABARÁ

No ano passado tive o prazer de fazer um graffiti em grande formato ali no Bairro CIC, na comunidade do Sabará I. Um grande amigo e colaborador da revista Destroy, Diego Torres, me convidou. Ele estava revitalizando um espaço ocioso naquela vila. Vendo alguns muros da redondeza escolhi esse grande muro. De uma olhada no video acima que eu mesmo editei. Bom video!