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QUEM É DE VERDADE SABE O QUE É DE MENTIRA

Não precisa está escrito para a gente conhecer a verdade dessa parábola, “quem é de verdade sabe o que é de mentira”. Essa frase foi cunhada pelo sábio Chorão do Charlie Brown Jr na música “Pontes Indestrutíveis”. Uma música bem estruturada que fala de coisas verdadeiras que temos que seguir, nosso coração. Por falar em coração o meu está saindo pela boca. Quebrar paradigmas, meu coração pede.
Quero fazer uma reflexão sobre o graffiti, sobre essa frase dentro da cena do graffiti. Quem é de verdade sabe o que é de mentira. As ruas falam a verdade. Basta passear pela cidade e ver quem é de verdade e quem é de mentira. Os de verdade estão espalhado por toda a cidade, buscam, acreditam no que fazem e nunca espera e nem sai falando. Quem é de verdade é sagaz no seu rolê e nunca desiste por influências dos pais e nem pressão social ou preconceito. 
No graffiti não tem espaço para aquele que não seguem a regra da rua. Aquele que só faz quando é convidado, aquele que faz para ganhar prestígio, status ou fama. Os de verdade você vê nos muros da cidade em seus vários estilos. Os de verdade sabe quem são os de mentira.

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RESPEITO É PRA QUEM TEM

Essa frase ficou famosa pelo Rapper Sabotage na música “Respeito É Pra Quem Tem”, onde ela fala da sua realidade e a vida no crime em seus vários aspectos. Não vou falar de crime neste texto. Pretendo falar de respeito no sentido amplo da palavra. 
Respeito vem do latim, “olhar outra vez” e no dicionário respeito é sinônimo de consideração ou reverência, essas são algumas das semelhanças. Quero falar de respeito dentro da cultura do Graffiti. Muitos falam de respeito como algo nobre, algo a ser seguido, quase como um regra a ser seguida. E uma das coisas que não deve acontecer é o atropelo, pois tem uma falta de respeito com o outro (que pintou antes). Mas é falta de respeito por quem atropela? Sendo que no graffiti o próprio ato de pintar sobre a propriedade alheia já é falta de respeito dentro das regras sociais e civilizatória (pintou sobre um muro do outro, que não lhe pertence). Ou seja, o próprio ato de pintar já é um falta de respeito.
Respeito é pra quem tem? Quem respeita? Se eu não respeito, então não devo ser respeitado? Vamos desenrolar o assunto. 
Quem pinta sobre o muro é uma falta de respeito, isso é fato. Quem pinta sobre o graffiti não é necessariamente falta de respeito. Pois no universo do graffiti pintar sobre o graffiti do outro é uma provocação, em última instância, uma proposta de desafio ou mesmo uma crítica. Está desafiando as regras da linguagem do próprio graffiti. Tradicionalmente, os atropelos no graffiti acontece quando um escritor de graffiti percebe algo falso (bafo, toy), algo que foge da essência, como por exemplo o graffiti que é feito sob encomenda com intuito comercial ou não. Às vezes pelo simples fato de atropelar como um desafio como falei anteriormente – uma provocação.

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O PREFEITO RAFAEL GRECA APAGOU UM GRAFFITI

GRAFFITI CIMPLES NO MUMA EM 2018

Fiz um graffiti no muro externo do MUMA para o evento de HQ Gibicon no ano passado e não durou nem 1 ano. O mais incrível disso tudo que ele deixou parte do graffiti ainda vivo. O graffiti era uma paisagem inspirada em Curitiba representando os fundos de uma casa e um muro cheio de inscrições mais algumas cabeças decepadas. As cabeças era a imagem do então presidente da época Michel Temer e o governador Richa, mais o atual prefeito Rafael Greca. Foi a única cabeça que ele deixou foi a dele mesmo. Podemos considerar um ato egoísta da parte dele. Tive a sorte de saber deste caso graças ao grande camarada que estava passando bem no momento do atropelo comandado direto do gabinete do prefeito. Eu fiquei indignado e porque dele apagar o graffiti. Será que ele não gosta de graffiti?

GRAFFITI DO CIMPLES APAGADO EM 2019 (APENAS COM A CABEÇA DO GRECA)
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AQUI ESTAMOS: AQUI.

Meus amigos e amigas, aqui estamos. Muitas mudanças, em breve pretendo dar notícias. Estou em obras. Em breve pretendo lançar a edição de número 21 da querida revista Destroy e muitas outras novidades quentes. Aguardem pois não vão se arrepender. Tenho muito trabalho pela frente antes disso tudo. No momento certo quero compartilhar com vocês todas essas novidades que estou preparando. Vou tentar postar aqui no blog algumas coisas, esse vai ser meu canal de contato com vocês meus queridos amigos. Por enquanto, ainda, tenho alguns produtos disponíveis. Faça sua compra no site e vou ter o prazer de enviar pra você um pacote com o produto e alguns brindes. Qualquer coisa podem me enviar e-mail pelo contato do site ou mensagem pelas minhas redes sociais. Vai ser um prazer em responder.

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UM DIA…

Cemitério Municipal de Curitiba (2013)

Vou morrer. Disse o rapaz que aparentava ter mais ou menos 44 anos. Num dia como todos os outros. Ouvia-se o barulho dos carros e fazia um dia nublado. Um dia de luto. Não haviam mortos para ir ao velório, mas era um dia tipo de luto.

O que eu faço da vida? … vou morrer daqui alguns meses e faz um dia nublado. Como todos os dias são: nublados e cinzas. Eu não vejo cores, para mim as cores são todas iguais, apenas cada cor tem sua tonalidade e participa da mesma gama do círculo cromático. Apenas 1 cor. Eu sempre me achei cinza; um garoto apagado do bairro. Não chamava atenção de ninguém e não falava com ninguém, porque ninguém falava com ele. Pois é, esse sou eu.

Eu visito o Cemitério Municipal quase uma vez por mês e sempre estou perambulando pela cidade na busca de achar um muro para pintar. São nesses momentos que me sinto vivo e me faz viver. Esses e outros momentos da vida.

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CIMPLES NO SABARÁ

No ano passado tive o prazer de fazer um graffiti em grande formato ali no Bairro CIC, na comunidade do Sabará I. Um grande amigo e colaborador da revista Destroy, Diego Torres, me convidou. Ele estava revitalizando um espaço ocioso naquela vila. Vendo alguns muros da redondeza escolhi esse grande muro. De uma olhada no video acima que eu mesmo editei. Bom video!

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MORRER AOS 44 ANOS

Uma vez apareceu essa imagem que eu iria morrer nesta idade. Não lembro muito bem o remanescente deste pensamento… fui lembrar um tempo depois. Me lembro de um depoimento do Glauber Rocha que tivera esta mesma ideia. Falo no presente pois ele já morreu e deve estar nos vendo pela tela do computador de Deus. Tenho muito respeito por ele e sua produção é digna de uma pessoa pertinente para sua época. O Glauber morreu aos 44 anos e ele tinha este mesmo pensamento que o meu. “Eu vou morrer aos 44 anos”. Essa frase não sei se sou eu quem está falando ou é o próprio dito-cujo que está assoprando aos meus ouvidos.

Eu vou morrer aos 44 anos? Não sei. Porquê esse desejo de morte? Não sei… eu não posso responder por mim neste momento pois seria muito egoísta, muito pretencioso da minha parte. Única coisa que posso escrever ou falar seria o por que morrer. Morrendo ou não, vou escrever sobre o viver. Não sabemos o que é a morte. Sabemos que partimos desta para receber a graça de deus, que vamos para o outro lado e deixamos de existir no mundo terreno.

Por falar em viver. Quem vive? Viver é algo que almejamos e estamos sempre na busca. Algumas pessoas vive com certeza. Mas muitas lutam para sobreviver. Eu vivo, eu acho que vivo. Vivo no sentido da palavra que tenho a oportunidade de me alimentar, viver e ter um teto. Para ser bem simples. Tenho a opção de escolha, enfim… Tudo que eu faço na vida são coisas que gosto, algumas não planejei e gosto igual. São coisas que me faz sentir vivo e agradeço por ter esta oportunidade. Talvez eu queira experimentar morrer.

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Nada somos

Sou a favor das pessoas sem distinção de cor ou gênero. Acredito que o Brasil é um país livre, diverso e plural. Existem coisas lindas neste país que muitos brasileiros e estrangeiro batem palma. Não podemos perder esta conquista. Não mesmo. Um país de pessoas lindas. Temos algumas questões internas para resolver, é claro que temos.

Não podemos aceitar que destruam tudo isso pelo simples fato de ter aversão a pessoas que pensa diferente e achar que existe um culpado do que estamos vivendo hoje. Ter aversão ao gênero diferente por não acreditar na educação. Temos que acreditar na educação, na inteligência e na sabedoria herdada de nossos antepassados. Não podemos aceitar esse radicalismo perverso vindo de forma obscura. A justiça já está fazendo o seu papel e o que lhe cabe. Agora provocar uma guerra como medida de emergência é o mesmo que declarar guerra. Muitos pessoas vão morrer, muitos inocentes vão morrer.

Você não vai acreditar nisso, vai achar que eu não estou bem. Claro que não estou bem. Eu vejo sangue no futuro do Brasil, eu vejo uma guerra covarde, como tantas outras. TODAS AS GUERRAS SÃO COVARDES. Ainda dá tempo de mudar. Temos muitos exemplos de guerra na história da humanidade. Agora vamos achar normal morrer pessoas assassinadas? Agora vamos achar normal que pessoas morrem para satisfazer nossos desejos violentos, para recompensar os bens que perdemos e que agora foram falado que nós somos vítimas. Vamos revidar? Vamos revidar pois estamos no nosso direito? Temos o direito de matar quem nos rouba? É isso mesmo? O que aprendemos com nossos antepassados?

Somos humanos, cometemos erros e sabemos conversar. Sabemos dialogar, reconhecer nossos erros e podemos construir um país lindo sem uma gota de sangue, sem ao menos puxar o gatilho. Eu acredito! Nós somos a justiça. Ainda podemos mudar a história de sangue para uma história de Paz.

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Cimples Destroy na Bienal de Quadrinho de CWB.

Saíram as fotos do graffiti na Bienal de Quadrinhos. Fiz graffiti e montei a banca Destroy no evento que rolou nos dias 6, 7, 8 e 9 de Setembro no Muma – Portão Cultural.

O evento estava homenageando o arquiteto Key Imaguile que tem uma grande intimidade com os gibis, então, fiz uma planejamento de criar uma paisagem curitibana. No primeiro dia pintei o fundo do painel que foi elaborado nos seus mínimos detalhes em studio. Fiz 3 faixas de cores para dar estrutura da composição e usei tinta látex.

O segundo dia foi para definir a imagem e compor os detalhes usei tinta spray. No terceiro dia finalizei a paisagem e acrescentei 3 personagem que representam os poderes nacionais, estaduais e municipais. Os dias estavam lindos e o público colou em peso e o pessoal da produção estão de parabéns pelo evento. Foram 4 dias muito intenso com muito desenho e histórias. Seguem algumas das fotos.

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20 Anos Cartas Para Destroy

20 anos da Destroy: Há 16 anos recebemos um texto. Naquele tempo a correspondência era um dos principais meios de comunicação entre os escritores de graffiti. Posto aqui o texto de uma carta que recebemos via correio em 01.10.02. Parece que pouco coisa mudou de lá para cá e o texto ainda faz algum sentido. Segue o texto:

2002 ano do penta, pura ilusão, enquanto o futebol destrói a massa falida o devorador vêm avançando com a crise econômica, aumento de juros, desvalorização do real e etc. O que os nossos governantes tem jeito de mudar? Provavelmente nada, pois se fazem eu não vejo resultado. Mais um ano de eleição em que o inimigo vem tentando nos enganar com sua bandeira cheia de hipocrisia. Cada um dos candidatos vem tentando se valorizar, aparecer e fazer propaganda de uma falsa imagem. Sujando a cidade comuas fotos, panfletos e propagandas.

Durante esta época é difícil combate-los no atropelo, pois nem tinta usam e sim uma mistura de água com cal deixando os muros cada vez mais podres, alem de contar com sua verba desviada sua grana suja, também com moradores que sem opção acabam aceitando algo em troca de uma propaganda politica. Brasil, subdesenvolvido, essa é a real e é isso que nos inspira, mas no final a situação inverte. Escritores de todo o país veem com seu arsenal armados até os dentes (spray, látex, bolinho, marcadores e principalmente originalidade) afim de acabar e destruir sem deixar vestígio de nenhuma propaganda politica.

O autor deste texto é anonimo. Não consegui identificar através das outras cartas recebidas.